SALVADOR: Fila para Bazar Social tem mais de mil pessoas neste domingo, diz polícia

Segundo a organização, foram distribuídas mais de 500 senhas para atender ao público que procurou o bazar neste domingo

bazarA procura pelo bazar promovido pelas Voluntárias Sociais, em Salvador, continuou grande neste domingo (2), no Palácio da Aclamação, no Campo Grande. Segundo estimativa da Polícia Militar, mais de mil pessoas foram até o local para tentar comprar com descontos de pelo menos 50% produtos apreendidos pela Receita Federal.

Por volta das 8h30, policiais do 18º Batalhão de Polícia Militar (BPM/Centro Histórico) começaram a distribuir as 500 senhas que haviam sido disponibilizadas pela organização do Bazar. O primeiro grupo entrou pouco antes das 9h após o bazar ter sido suspenso neste sábado (1)em função do grande número de pessoas que foram ao local. O evento volta a acontecer nesta segunda, das 9h às 18h.

O fim de semana da auxiliar administrativa Maria Angélica Silva, 49 anos, foi praticamente uma vigília. Ela chegou às 20h da sexta-feira (31) na porta do Palácio da Aclamação, no Campo Grande, e só conseguiu sair de lá às 10h deste domingo (2), com as sacolas em mãos. Mesmo assim, não conseguiu comprar tudo que queria no bazar.

“Eu queria comprar o playstation 4, mas não tinha mais quando eu fui pedir no balcão. Só trouxe sandálias, perfume importado, calças, casaco de couro”, enumerou. Segundo ela, o tempo era curto demais para conseguir pegar tudo. Depois de um tumulto na porta de entrada do Palácio da Aclamação no sábado, o público foi organizado em grupos de 20 pessoas, com direito a 20 minutos para fazer as compras e efetuar o pagamento.

Maria Angélica também teve que passar pelo tumulto e por isso não conseguiu entrar no bazar no sábado (1º). O mesmo aconteceu com a agente de saúde Madalena Silva, 41 anos, que aguentou a confusão, mas teve mais sorte e conseguiu comprar o playstation 4, além de outros brinquedos para os sobrinhos. Ela chegou às 5h de sábado no local. “Vim só com minha irmã para fazer as compras e fizemos revezamento na fila para garantir o lugar”, explicou.

Segundo a presidente interina das Voluntárias Sociais, Neyliane Lemos, a Receita Federal disponibilizou R$ 400 mil em produtos, e até a manhã de ontem, cerca de R$ 100 mil já havia sido vendido. A maior procura é pelos eletrônicos e perfumes importados, e por isso cada pessoa só pode comprar um de cada.

Neste domingo (2), novos produtos foram colocados à venda, como os kits de pesca. O bazar tem ainda brinquedos, roupas de cama, casacos, calças, camisas, calcinhas, sutiãs, patins, patinete, sons para carro e outro objetos.

“Ainda tem muito em estoque. Se sobrarem produtos, todos serão levados para a sede das Voluntárias Sociais e na terça-feira serão vendidos lá, com os mesmos preços daqui”, explicou. A sede da organização fica no Campo Grande, e o funcionamento do bazar será das 9h às 16h.

Empurra-empurra, furto de celular e até uma moto jogada ao chão foi o que se viu na manhã de sábado. A confusão era tanta que a PM usou spray de pimenta para dispersar o público e suspendeu o bazar ao meio-dia, deixando a maioria  de fora. “Em face do número excessivo de pessoas dispostas a invadir o local, houve a necessidade de fazer o uso moderado do agente químico (spray de pimenta)”, informou a polícia em nota.

  • Fila para Bazar Social tem mais de mil pessoas neste domingo (Foto: Arisson Marinho )Fila para Bazar Social tem mais de mil pessoas neste domingo (Foto: Arisson Marinho )
  • Fila para Bazar Social tem mais de mil pessoas neste domingo (Foto: Arisson Marinho )Fila para Bazar Social tem mais de mil pessoas neste domingo (Foto: Arisson Marinho )
  • Fila para Bazar Social tem mais de mil pessoas neste domingo (Foto: Arisson Marinho )Fila para Bazar Social tem mais de mil pessoas neste domingo (Foto: Arisson Marinho )
  • Fila para Bazar Social tem mais de mil pessoas neste domingo (Foto: Arisson Marinho )Fila para Bazar Social tem mais de mil pessoas neste domingo (Foto: Arisson Marinho )
  • Fila para Bazar Social tem mais de mil pessoas neste domingo (Foto: Arisson Marinho )Fila para Bazar Social tem mais de mil pessoas neste domingo (Foto: Arisson Marinho )
  • Fila para Bazar Social tem mais de mil pessoas neste domingo (Foto: Arisson Marinho )Fila para Bazar Social tem mais de mil pessoas neste domingo (Foto: Arisson Marinho )
  • Fila para Bazar Social tem mais de mil pessoas neste domingo (Foto: Arisson Marinho )Fila para Bazar Social tem mais de mil pessoas neste domingo (Foto: Arisson Marinho )
  • Fila para Bazar Social tem mais de mil pessoas neste domingo (Foto: Arisson Marinho )Fila para Bazar Social tem mais de mil pessoas neste domingo (Foto: Arisson Marinho )
  • Fila para Bazar Social tem mais de mil pessoas neste domingo (Foto: Arisson Marinho )Fila para Bazar Social tem mais de mil pessoas neste domingo (Foto: Arisson Marinho )
  • Fila para Bazar Social tem mais de mil pessoas neste domingo (Foto: Arisson Marinho)Fila para Bazar Social tem mais de mil pessoas neste domingo (Foto: Arisson Marinho)
  • Fila para Bazar Social tem mais de mil pessoas neste domingoFila para Bazar Social tem mais de mil pessoas neste domingo

Confusão na madrugada
Celeste Tavares, 63, saiu cedo de casa de olho nos perfumes, mas foi surpreendida pela multidão. “Cheguei às 7h e estava tudo desorganizado. Muita gente soube (do bazar) porque a notícia espalhou nas redes sociais. Até minha filha, em São Paulo, sabia”, afirmou a empresária, que saiu da Ribeira com o marido  e enfrentou o engarrafamento gerado pelo evento já na Avenida Contorno.

Em meio à aglomeração, Karen Costa, 25 anos, teve o celular furtado. “Eu estava a três metros da porta de entrada com uma amiga e começou a ficar muito apertado. Eu não conseguia nem sair de lá. Uma pessoa passou e levou meu celular, que estava na bolsa”, disse.

Os portões só foram abertos  às 9h e a entrada era controlada, em grupos de 20 pessoas, mas pessoas que chegaram às 20h do dia anterior relataram que alguns privilegiados tiveram acesso aos produtos previamente, já naquela noite.

O segurança Fábio Gomes, que mora em Brotas e havia passado a noite sem dormir na fila, reclamou: “A máfia aí dentro é muito grande! Ontem (sexta-feira), vi pessoas saindo de lá com mercadorias”. As Voluntárias Sociais negaram o ocorrido e informaram que as pessoas que estavam no local trabalhavam no transporte dos produtos.

O público reclamou que a polícia, que estava presente no local desde a madrugada, não organizou a fila que já se formava desde a sexta-feira. Procurado pelo CORREIO, o major Romeu Nascimento esclareceu que essa função não cabe à PM. Jesimiel Oliveira, que mora na Baixa de Quintas, chegou às 4h. Por volta das 6h, pediu ajuda aos militares: “Eles disseram que o papel da PM não era organizar. Mas que, se houvesse confusão, levariam as pessoas para a delegacia”.

A desorganização era tanta que, de acordo com Jesimiel, havia duas filas. Uma delas chegava ao Largo dos Aflitos, perto da Avenida Contorno.

A organização do bazar informou que há poucos produtos eletrônicos e perfumes ainda disponíveis. Um dos itens mais desejados pelo público já esgotou. O Playstation 4, que nas lojas é vendido por R$ 3 mil, saiu por R$ 1 mil.  Para hoje e amanhã, sobraram  brinquedos e roupas. A quantia arrecadada  será destinada às obras sociais mantidas pelas  Voluntárias.

Com informações dos repórteres Amanda Palma e Roberto Midlej

Anúncios

AVISO: O conteúdo de cada comentário é de única e exclusiva responsabilidade do autor da mensagem.

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s