Ciência descobre método que transforma gordura ruim em gordura boa

Expostas ao estresse da queimadura, as células de gordura branca dos pacientes se comportavam cada vez mais como células marrons

As células de gordura no corpo humano são de dois tipos. A branca, mais comum, é aquela responsável por uma silhueta mais renascentista, armazenando o excesso de calorias não utilizadas.

A gordura marrom queima calorias para produzir calor. Quer dizer que, diferentemente dos músculos, ela faz uma pessoa emagrecer apenas por existir, sem precisar daquela chateação toda de correr sem sair do lugar, expor sua pele ao sol e deixar seu computador de lado duas horas por dia. Esse tipo de célula é mais abundantes em bebês, porque sua função é aquecer o corpo numa fase da vida em que a capacidade de tremer de frio ainda não está desenvolvida.

O método não é o mais animadores: cientistas sabiam que, em testes com animais, a gordura pode se transformar após exposição de longo prazo ao hormônio do estresse, a adrenalina.Em seres humanos, essa situação acontece em vítimas de queimaduras extensivas, que passam semanas sendo bombardeadas por adrenalina. 72 pacientes com 50% ou mais de seu corpo queimado foram estudados, junto com um grupo de controle de 19 pessoas saudáveis.

O resultado foi que, a partir do momento da exposição ao estresse da queimadura, as células de gordura branca dos pacientes se comportavam cada vez mais como células marrons.

Elas não se transformaram realmente – já que as células marrons são outro tipo de tecido, mais próximo dos músculos do que de células brancas. Mas criaram mais mitocôndrias (as organelas que consomem energia nas células), mudaram de cor e, com isso, passaram a queimar energia – o que realmente importa.

Os pesquisadores não esperam que as pessoas passem por processos que levem a queimaduras para emagrecer Agora, os especialistas devem identificar os mecanismos responsáveis por esse efeito e então desenvolver drogas que possam copiar o efeito produzido pelas queimaduras”, afirma o geneticista Labros Sidossis, responsável pelo estudo. As informações são da Exame.

iBahia.com

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