Servidores da Saúde encerram greve após 22 dias parados

Entre as negociações para o fim da greve, ficou firmado o ressarcimento de todos os trabalhadores que tiveram os seus salários cortados durante o movimento

Os servidores da Saúde do Estado decidiram nesta sexta-feira (7) encerrar a greve iniciada no dia 17 de julho. A categoria ficou parada durante 22 dias para reivindicar  a correção do vale-transporte e do vale-refeição, a inserção no plano de saúde, reposição salarial e o fim do corte do adicional de insalubridade, anunciado pelo Governo do Estado no dia 19 de junho através do site da Secretaria de Administração (Saeb).

Protesto de servidores da saúde em Salvador (Foto: Ascom Sindisaúde)

Servidores da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia protestaram
na região do Iguatemi, na sexta-feira (17), início da greve
(Foto: Divulgação/ Sindisaúde)

Entre as negociações para o fim da greve, ficou firmado o ressarcimento de todos os trabalhadores que tiveram os seus salários cortados durante o movimento, que foi considerado ilegal pelo Tribunal de Justiça da Bahia. O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde (Sindsaúde-Ba) e o governo entrarão com petição conjunta para pedir anulação da multa de R$ 50 mil por dia.

Os servidores também conseguiram que o governo inicie, em até uma semana, uma revisão do processo de concessão do adicional de insalubridade dos 1.518 servidores que tiveram o direito retirado. Para os servidores que não têm direito ao benefício, o sindicato reivindica que a insalubridade seja convertida em gratificação de vantagem pessoal.

Em nota, o Sindsaúde-Ba informou que governo também se comprometeu a não realizar cerca de 5 mil cortes da insalubridade que estavam previstos. Apesar de terem voltado às atividades a partir deste sábado (8), os servidores continuam mobilizados em estado de greve até que “o governo oficialize as promessas”.

Greve ilegal
Ao todo, 30% da categoria seguiu trabalhando desde o início do movimento. A categoria representa 26 mil trabalhadores em toda a Bahia. Destes, somente os médicos não aderiram à paralisação. A greve foi considerada ilegal pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) no dia 19 de julho. A decisão foi recebida com surpresa pelos trabalhadores.

Em nota, o Governo da Bahia afirmou que o TJ-BA entendeu que não era válido o principal argumento do sindicato para a deflagração da greve – o corte do adicional de insalubridade.

Com descumprimento da decisão judicial, será cobrada uma multa diária de R$ 50 mil. “Estamos permitindo que os serviços realmente essenciais estejam garantidos. Não estamos fazendo uma greve a portas fechadas, trancadas com cadeados. Com responsabilidade, continuamos prestando a assistência necessária aos casos urgentes e informando o que é necessário à população”, explicou Inalba Cristina Fontelle, diretora do Sindsaúde.

O pagamento do adicional de 1.518 servidores da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) foi cancelado por recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE). De acordo com o Sindsaúde, o adicional de insalubridade corresponde de 30% a 40% do salário básico.

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